06/09/12

Hoje ouvi...

 
Preciso mentir que te amo
Te dizer baixinho no ouvido
Te abraçar e fazer de conta
Que nesse amor não duvido
 
Preciso mentir que te amo
Os teus ombros propomos (?) à frente
Esquecer que o amor que preciso
É cobarde, é valente.
 
Acordar de manhã
E fazer um café p'rá você
Abraçar-te com cuidado
E depois adormecer-te no meu porto
 
Dizer que só a teu lado
É onde não durmo sozinho
Olha me mostra o caminho
Pois ri que me amas
 
Preciso agora de um bem
Pode ser que amanhã eu me esqueça
E a olhar da janela de um trem
Um novo amor me apareça.

04/09/12

imPaciência

Às vezes sou atingida por uma dose de imPaciência que teima em não me deixar em paz.
Essa imPaciência pode levar a lado nenhum, mas deixa-me desperta e com o cérebro a fervilhar de pequenas hipóteses e de grandes soluções.
Por um lado é bom, porque me faz sentir viva e com objetivos a médio/longo prazo, por outro... Não me deixa dormir!!!

02/09/12

UMA MÃO CHEIA DE POEMAS

         Sal
         Sol
              Ria
     Moliceiro

Poema
     sobre
          Aveiro

(Temos moldes diferentes)

-:-

                         Análise

Como tudo maneira
é depende da dito.

Tudo depende da maneira
como é dito.

Até um poema!

-:-

Estatística

Um falecido poeta escreveu ao longo da
sua vida cento e noventa e quatro
poemas                         dos quais
68% versavam o amor 21% referiam-se à filosofia
11% tratavam de arte   sendo
                                     54% com recursos à rima e
                                     46% utilizando verso
                                     livre

                Apesar disso
               nunca escreveu um
               poema como este
               100% idiota

-:-

O velho sentado
no banco de jardim
tem dificuldades em
levantar-se mas quando
era novo fazia
maravilhas
que por estar senil
já não se lembra.

-:-

O homem da gravata de seda
e   l  o  n  g  o   bigode enrolado
discute o preço com a
puta que se queixa
"Tenho filhos para tratar"
"Dos meus trata a minha mulher"

-:-

UMA MÃO CHEIA DE POEMAS
ECENSSSIALMENTE IRÓNICOS
SENDO EM ALGUNS
VISÍVEL UMA PISCADELA DE
OLHO AO INTERVENCIONISMO

autor: jorge pedro ferreira

-:-

[Poemas escritos por Jorge Pedro Ferreira no NAPUA (Núlceo de Artes Plásticas da Universidade de Aveiro) algures entre 1996-1999 e impressos numa cartolina em forma de cubo, possivelmente para uma das edições da exposição Ut Pictura Poesis. Estes são os poemas do meu cubo.]

24/08/12

Ideias aplicadas

Deixo aqui as fotos de algumas ideias que apliquei com a re-utilização de materiais:
  1. Restauro de caderno de receitas: capas com aplicação de recortes de marcas de produtos para doçaria; marcador de livros em plástico (re-aproveitamento de capas de bloco de notas); interior com aplicação/colagem e re-aproveitamento das folhas de caderno de receitas antigo, substituição das folhas mais estragadas por novas folhas e colagem de receitas já experimentadas ou a experimentar (trabalho da equipa Gabi&Sara);
  2. Estampagem de caixa com aplicação da técnica do guardanapo. 1.º estampei só a tampa, mas depois decidi aplicar na parte de baixo da caixa e deixar uma parte sem estampar. Acho que resultou bem.
  3. Banquinhos feitos com revistas de moda antigas empilhadas e coladas, com opção de colocar uma almofada para maior conforto (2011).



 

20/08/12

De corpo e de alma

Sê quem tu és e não o deixes de ser só porque te dizem o contrário.
Se tens dúvidas olha-te ao espelho, respira fundo e olha para ti com atenção.
Descobre os teus pontos fortes e mantêm-nos; descobre os teus pontos fracos e melhora-os...
Não te deixes afetar por um comentário maldoso.
Cultiva a tua auto-estima, cuida bem de ti e sorri!
Olha para as coisas com olhos de ver! Há sempre uma solução para tudo (ou quase tudo)!
Procura forças onde nunca pensaste que as poderias encontrar...
Às vezes a mão, sorriso ou palavra de um amigo vale por todo o esforço de algo que não conseguiste alcançar...
Fecha os olhos e ouve a tua mente e o teu coração, há sempre coisas boas a acontecer...
Tem pensamentos positivos, aprende a lidar com as situações e continua a acreditar.
Sai da tua zona de conforto e luta por aquilo que queres e que acreditas.
Aproveita os momentos de aprendizagem (tudo são lições para a vida).
Procura a tua alma gémea, mesmo que sintas que é quase impossível de a encontrar...
Nada é impossível se confiares em ti e nas tuas capacidades.
Só assim podes sobreviver!!!

[Texto escrito num breve momento de insónia às 01h34 em 20.Ag.2012]

10/08/12

Dias de praia |*

Estes dias tenho ido à praia.
À praia de Quião, à praia de Santo André e à praia de Aguçadoura.
Estas são praias nas quais a areia faz cócegas nos pés...
A água é muito gelada e são muitas as vezes em que há recolha de sargaço.
No entanto, estas praias cheiram a maresia, e ouve-se o mar...
Nestas praias, e apesar de por vezes o nevoeiro aparecer pode-se passear, conversar, descansar.
São praias de aldeia, praias com cheiro a mar e a algas...
Praias onde encontramos famílias e crianças.
Praias com pessoas da terra que nos dizem/respondem bom dia, boa tarde.
Praias com pessoas a trabalhar na areia, seja a construirem cobos para a apanha do marisco e que esperam por 2 dedos de conversa, sejam os sargaceiros nos tratores a recolherem os argaço acabadinho de dar à costa ou sejam as mulheres sargaceiras a recolherem o sargaço seco, ou a espalhar o fresco.
São praias de trabalho e de lazer.
São as minhas praias preferidas...

09/08/12

As tuas mãos...

As tuas mãos são grandes,
As tuas mãos são seguras,
As tuas mãos sabem o que querem.
As tuas mãos sabem guiar e ser guiadas,
As tuas mãos sabem agarrar e sabem largar,
As tuas mãos sabem sentir...

As tuas mãos nas minhas mãos,
As tuas mãos entrelaçam as minhas,
As tuas mãos cuidam e acarinham.
As tuas mãos levam-me aonde quiseres,
As tuas mãos falam sem esperar resposta,
As tuas mãos são... gRandeS...

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Alguns poemas sobre as mãos, de autores +/- conhecidos (que eu mais gostei):

"As mãos" de Manuel Alegre
"Mãos que falam" de Maringá
"Dá-me as tuas mãos" de Vitor Matos e Sá
"As minhas mãos" de Florbela Espanca

06/08/12

Pausa para respirar...

Já estava a precisar de encontrar um momento para respirar.
Para descansar o cérebro e o espírito.
Para descontrair, relaxar e sair para a rua.
Para encontrar outro rumo, outras pessoas, outras danças...